segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Chegamos a 37!! Agora, fim!



Dia de muita felicidade!
Hoje é meu último dia com 36 semanas e foi bem hoje, que marcamos a data do parto!
Os gêmeos chegam na quarta-feira, 25/01, de manhã!! 
Estaremos de 37 e 1 dia! =)
Foi sem dúvidas, a maior superação da minha vida! A maior força que pude sentir, o máximo do limite do meu corpo! Sou muito agraciada e agradecida por isso, pois eu queria sentir, queria viver a potência de uma gravidez de gêmeos! Saber a sensação da força sobrehumana de carregar dois, com 9 meses! 
É muito pesado! Muito!
Eu me lembro do peso que senti com 39 semanas e 5 dias (quando a Liz nasceu) e hoje sei que eu não tinha tanto peso assim. Que era algo muito suportável, tranquilo e quem sabe, poderia ter insistido um pouco mais (poderia ter ido até 42, de parto normal).
Hoje, é claro seria impossível!
Cheguei no limite máximo que uma gravidez gemelar pode chegar, pois passando disso, o risco de fissuras, rupturas e até perda de útero é enorme.
E como meus amores estão sentados e bem altinhos, nada de PN de novo.
Mas o que é a via de um parto, diante de um amor duplicado?
O milagre da vida me aconteceu, que foi poder gestar dois! Dois juntos, ao mesmo tempo!
Eu não poderia querer mais nada!
Sou uma mãe mais que realizada! Sou completamente totalizada do amor maternal!  
A alegria de carregar uma (Liz)
E a superação de carregar dois  ( Luca e Maitê)
Sei a sensação linda de ambos com todo o meu coração!
Um exigiu mais força, mas em ambos existiu paixão imensa em gerar!
Gerar é uma graça!
Ter barriga gestacional é uma dádiva!
E já me despeço triste, da minha última enorme barriga!

Hoje foi aquele dia movimentado! De avisar amigos, familiares, de receber milhões de mensagens ansiosas das pessoas perguntando horário do parto, da visita, as declarações emocionadas...a vontade de ver o rostinho desses geminhos!

Muita emoção num só dia!
Imagine só, depois de amanhã, no dia D!
Como será ver duas vidas saindo de dentro de você, numa diferença mínima de um minuto?

Ai meu Deus!! 

anapaulapugacoach.wordpress.com



A mãe do meu terceiro filho já não é a mesma do primeiro.
Menos ansiosa, menos precipitada. Menos afoita. Menos consumista.  
Confia que tudo no final dá certo. Sabe que a febre passa.
Que a cólica vem. Que existe pomada certa. Que vacina não é garantia.
Sabe que o filho não é o centro do universo. 
Ignora os palpites sem fundamentos.  Acata os relevantes.  Sabe a diferença entre ambos.
Já manja de adaptação na escola. Já elabora mordida do amiguinho. 
Já não surta com recuperação.
A mãe do meu terceiro filho já não é a mesma do segundo. 
Sabia que comparações não levam a nada, agora tem certeza. 
Sabe que rola ciúmes mas sabe que passa. E que depois vem, e passa… até que eles já estejam adultos e com seus próprios filhos. 
Sabe que serem filhos da mesma mãe e do mesmo pai não é garantia que serão parecidos física ou emocionalmente. 
Que para uma ação de disciplina dar certo precisa respeitar essas diferenças.  
Sabe que alguns valores como: altruísmo, tolerância e companheirismo já estão aprendidos e que agora já não é só você quem ensinará! 
Não pira com tombos, cortes, assaduras ou empurrões.  
Com um que irrita e o outro que chora por conta de provocações.
Dá banho, almoço, remédio, leva pra escola, busca, dá banho, dá o jantar, faz tarefa da escola, atende o telefone que toca, tenta escutar o que a pessoa fala enquanto a Peppa faz birra, o filho grita e o outro chora, a porta abre, o marido entra, te pega surtando. 
E já surta sem culpa porque sabe que é o fim de mais um dia.  
Que termina com eles dormindo, com a mãe levantando e cobrindo, com beijo e carinho.A mãe do meu terceiro filho não faz tudo isso sozinha.
Aprendeu a pedir e receber ajuda.
Sabe que ninguém faz igual a ela mas já não palpita, muito menos julga.
A mãe do meu terceiro filho jogou fora a capa e a fantasia de Super Mãe! 
Usa seu novo escudo, o escudo da Fé. Usa menos a boca, usa sim seus joelhos. Então ora. 
E, então, orando descansa.
Ana Paula Puga.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

4 anos!!!





Ontem comemoramos os 4 anos da Liz antecipadamente. Três dias antes da data!
Me lembro que era outubro e fui marcar a  festinha, pensando "Não sei se os bebês já terão nascido, mas não tenho opção, seja o que Deus quiser". Janeiro é uma data bem difícil. No início muita gente viaja, no final, voltam às aulas. Precisei do meio termo!
E desejei tanto, mas tanto estar presente nesse dia, que toda a força do meu pensamento fez acontecer!
Com 29 semanas, tive o primeiro susto, dos meus bebês quererem nascer. Naquela vez, fiquei com medo. Confesso. Foram muitos remédios e cuidados até aqui, pra conseguir adiar o máximo possível o nascimento.
Mas mesmo quando tive medo, eu tinha certeza que chegaria às 36 semanas. Algo no meu coração me garantia isso. 
E mais uma vez, foi como pedi a Deus! 

Consegui estar no aniversário da minha primogênita,  consegui reverter a ameaça de parto prematuro, consegui passar das 36 semanas e esperar fazer 37, para o Luca e a Maitê nascerem.
É mais que um sonho, é uma graça alcançada!
Ontem estava eu lá: cansada, dolorida, tomando inibidor de contração, inchada, sem ar, sem muita estutura física, mas feliz, feliz e feliz!! Tão feliz que não posso explicar!
Coração explodia de alegria pela Liz e pelos meus gêmeos tão fortes, que aguentaram até aqui também.
Estão apertados, um encostando no outro, sem conseguir esticar braços e pernas, curvados.
E mesmo assim, esperam pacientemente, o tempo certo de virem ao mundo, prontinhos!
É felicidade demais para uma mãe só!
=)
Felicidade em dose tripla! 


Tentando pôr o blog em dia.
Postagem que estava no rascunho há 4 semanas (aí embaixo) sobre o gouter!

Gouter: funciona ou não?




Relendo o livro “Crianças francesas não fazem manha”, me lembrei que há algum tempo queria conversar com outras mães sobre o “gouter”, citado no livro.
Gouter (pronuncia-se “gutê”) é o lanche da tarde na França. Não posso afirmar se ele é seguido à risca em todo o território francês, mas é uma característica  presente em Paris, com certeza.
No livro, a autora, com raízes latino-americanas, questiona bastante essa questão das crianças parisienses serem tão regradas até nesse aspecto da alimentação com hora marcada.
Independentemente da hora em que almoçaram, as crianças de Paris esperam pelo “gouter”, que geralmente é às 17:00, para se alimentarem novamente. Não existem os “petiscos” de hora em hora ou na hora que “quiserem” .
É uma característica marcante na França, das famílias se reunirem para fazer bolo. Acaba tornando-se uma espécie de ritual. O propósito é juntar todos em casa, fazendo algo gostoso, docinho, reconfortante e convidativo para as visitas. Não são todos os dias, claro. Mas costuma-se fazer bolo em família ao menos uma vez por semana, entre os franceses.
Aqui, o ritual é o mesmo. Fazer bolo e principalmente cupcakes (preferido da Liz), tem esse intuito de reunir e agradar nossos corações com algo doce e feliz. Quando decidimos ir juntas para a cozinha, com o objetivo dessa “tarefa”, é uma alegria inexplicável. Ouvimos música, conversamos, damos gargalhadas, provamos todos os ingredientes, tiramos fotos e todas as coisas boas que uma reunião familiar promove. Ainda ontem, fizemos isso! Foi dia de cupcake rosa! =) (Depois falo do kit cupcake para crianças e passo nossa receitinha preferida).
Mas em se tratando do “gouter” com hora marcada,eu  particularmente não acho que funciona aqui. Precisamente na minha família. Depois do almoço,que sai meio dia e quinze  na minha casa (esse ano passará a ser mais cedo por mudança de hora na escola), a Liz toma lanche na escola às 15:00 e come fruta coletiva com os amigos às 17:30. É quase que um oposto ao costume francês: duas refeições após o almoço e antes do jantar. Esses horários não são exatos e sim aproximados de como acontece no nosso dia-a-dia aqui
Inclusive, no jantar, a Lilica tem um bom apetite!
Na minha opinião, acho que vale o lanchinho na hora que sentir fome! E não na hora apenas marcada. Para isso, existem condições que damos aos filhos:
Almoçar bem e de tudo!
Comer fruta de sobremesa
Lanchar coisas leves e saudáveis.
Pronto!! Não tem porque complicar e ficar preso a tanta regra!
Mas é claro, que na maternidade, cada mãe segue seu instinto na intenção de educar e acertar! Respeito quem acha que o lanche depois do almoço precisa de hora e lanche já pré-determinados.
Aqui em casa, o funcionamento é assim: sem tantas regras, mas com condições saudáveis!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017



Apenas duas semanas para minhas várias despedidas:
 *despedida da big barriga;
*despedida de ser mãe de uma só;
* despedida de ser mãe só de menina;
*despedida da minha vida corrida com uma filha única...
Agora é minha vida ultra-corrida com meus três filhos!
Conforme toda essa mudança se aproxima, vai me dando um gelinho na barriga. Um gelinho bom, mas lógico...com um pouco de "Meu Deus, tá vindo com tudo".
Deve ser muito diferente passar de um para três de repente. Se passar de um, pra dois já muda tudo...imagine TRÊS!!! 
Logo irei poder relatar isso na pele, aqui nas minhas memórias!

Mas têm sido dias muito intensos aqui em casa.
Tenho curtido minha Liz ao máximo do máximo. E ela a mim. 
Hoje foi um super dia de filha única!
Ficamos em casa brincando, assistindo filmes, fizemos cupcakes, tomamos banho de uma hora e no fim do dia, ela foi jantar fora só com o papai!
Ela está vivendo com toda sua força, seus últimos dias de ser só ela.
Como vai dar saudade dessa fase.
A que está por vir vai transbordar os nossos corações de alegria!
Mas é claro, que o primogênito, que viveu anos sendo sozinho, deixa marcas profundas de saudade no papai e na mamãe de quando era só ele! =)
Principalmente para nós - eu e o Luiz- que vamos ter três crianças, é sempre mais difícil ficarmos só com um. Quando se tem dois, essa é uma possibilidade recorrente. Um vai com o pai, outro com a mãe e vice versa, pois esses momentos a sós também precisam acontecer, depois que vêm os irmãos. Cada um precisa da sua individualidade enquanto filho.
Mães de gêmeos e os próprios gêmeos (eu) sabem bem disso. Costumam nos tratar como um só (nós gêmeos) e não somos assim.
Do mesmo jeito, funciona com irmãos de diferentes idades.
Cada um, de vez em quando, precisa de um momento sozinho. E sabemos que com mais de dois filhos, será sempre mais difícil conciliar desse jeito. Dois sempre estarão juntos, para que o outro fique um pouquinho de filho único.
 Então eu aproveito muito, muito, muuuuuito minha Liz nesses dias finais de filha única!