terça-feira, 4 de julho de 2017

Minha nada mole vida! Minha vida sonhada!



A foto não é das melhores -nem de longe, rs...
Não tem filtro, nem disfarce, nem beleza, muito menos glamour. Não retrata uma cena de uma família"Bundchen", hahahaha...
Até porque a diferença aqui com a família da "Gi", é que aqui tem uma soma maior e uma dinâmica dobrada, não temos muito tempo como uma família mais "normal" (que tem um ou dois filhos).
Parece que não muda muito, mas o terceiro filho faz toda diferença quando temos pressa, gastos, preocupação com espaço, organização, distribuição e etc. Taí porque a maioria das famílias pára no segundo! =) Um a mais é aquele "desencaixe" perfeito, kkkkkk.... 
Mas hoje fiz questão de registrar essa cena tão desprovida de encanto, mas tão cheia de verdade e realidade! Essa é a minha vida! Essa é a vida na minha casa!
A foto enxugou muita coisa atrás dos carrinhos, atrás da Liz, da Sueli (babá), de mim, dos armários...
Atrás da Liz, fica a porta da lavanderia, onde estava a Carla, nossa funcionária "santa", cuidando de um amontoado de roupas que NINGUÉM faz ideia. Apartamento+ 3 crianças+ papai que usa camisa e terno+ falta de sol+ terra de parque+ papinha nos bodies= lava-se e passa-se roupa diariamente na minha casa. E nesta semana, especificamente, iremos viajar (eu e papai), por isso roupas novas foram lavadas hoje, junto às de sempre que têm aos montes.
Atrás da Sueli, pisada de cachorro no chão. Aquela maledita gota de água que cai, que resulta num lamaçal...
Atrás de mim, louça na pia: uma café da manhã família, com frutinhas, mamadeiras e afins!
Na porta da cozinha, que dá pra sala, uma mesa cheia de papéis com os quais eu estava "trabalhando" e ao redor de tudo isso,uma casa a mil, funcionando a todo vapor.
Eu já havia dado banho nos dois pitucos e dado fruta + mamá para o Luca, enquanto a Maitê cochilava...
Voei pro chuveiro quando a Mai dormiu e o Lucote se alimentou, porque na rua, milhões de coisas me aguardavam.
Quando a Maitezinha acordou esguelando de fome, a Liz quis brincar e o Luca cansou de nada fazer, então também começou a chorar...
Hora daquela ajuda IMPRESCINDÍVEL, que toda mãe de 3 precisa ter, principalmente com bebês gêmeos. A Sueli é esse auxílio. Enxuga um, enquanto lavo dois, alimenta um e eu alimento outro, me ajuda a colocar os três no carro, junto com os dois carrinhos, a bicicleta, as malinhas, me ajuda a lembrar de comprar lenço umedecido e leite em pó a cada 3 dias (siiiiimmmm!!!! Funciona desse jeito),enfim...ela é um suporte que me ajuda a FAZER tudo pelos três. Foi o combinado! Eu faço tudo, ela me auxilia, mas não faz por mim! Só dessa forma, consigo ter uma babá! ( aprendi que no meu caso, mesmo não gostando da ideia de ter alguém, era uma questão de necessidade pra conseguir atender aos 3 com prontidão)  E deu certo! Ela faz o que eu mais preciso: cuida das roupas desses 3 corpinhos, que é algo de fluxo intenso e contínuo e me ajuda quando não tenho o terceiro braço disponível, rs...

Bom, sei que naquela hora do pico (que acontece umas 3, 4 vezes por dia), foi preciso registrar a cena!
Para acalmar a Maitê, a Sueli começou a alimentá-la, para acalmar o Luca, ele veio pra cozinha conosco, para suprir a vontade de brincar da Liz, os brinquedos vieram pra copa e eu fazia as vozes dos personagens, enquanto cozinhava a papinha dos bebês,  
Na sequência, coloquei a papa para esfriar, antes de guardar na geladeira e fui dar banho na minha Liz, com o Luca junto, no carrinho.
Depois de todos banhados, alimentados e calmos, fui fazer meus compromissos externos.
Giro a chave do carro e ele não liga! Hahahahaha...
Vamos trocar a bateria, me virar nos 30 porque meu maridão estava em SP.
Hora de pagar: cadê o cheque? Não tem cheque, vai de cartão...hahahaha
Nisso tudo, foi uma hora no estacionamento para resolver.
Quando subi para guardar a garantia da nova bateria do carro, já aproveitei pra fazer a Maitê dormir, porque a Sueli estava ninando o Luca...
A Liz, linda como sempre, me esperou pacientemente.
Tudo resolvido de vez em casa, fomos, eu e Lilica, comprar remédios e uma fantasia no centro.
De lá, almoçamos juntas, compramos umas coisinhas, buscamos a vovó, voltamos pra casa, cuidamos dos bebês com toda a rotina de frutinha, trocas, inalação, etc...
Fizemos todo o processo da noite: banhos+ leite+ ninar+ jantar da Liz+ tudo isso ao mesmo tempo...
E quando deram 20:00 , já havíamos acabado tudinho.
Ops...quase tudinho.
Agora vou fazer a papinha de amanhã, arrumar nossas malas de quinta à noite e esperar o meu amor voltar de SP ainda, para conversarmos sobre o dia! 
O que me pego pensando e que numa foto quis registrar esse pensamento, é que ainda não acredito, algumas vezes, que aos 30 anos, tenho três filhos, uma funcionária, uma babá, um cachorro, um carro de 7 lugares que é pequeno pra nós,  um funcionamento intenso na minha casa, na minha vida...
Aos 30 anos,tenho gêmeos, tenho outra filha que já escreve, tenho uma rotina maluca, vou aos lugares empurrando um carrinho com um bebê, segurando outro bebê no colo e de mãos dadas com a mais velha e isso impressiona as pessoas!
Hoje, aos 30, tenho a vida que eu tanto sonhei, porém só não contava que já estaria com o terceiro filho comigo. Sempre calculei fechar essa conta lá pelos 32...(não esperava ter gêmeos).
Também não esperava viver uma vida de gente MUITO grande, que ultrapassou a linha do crescimento, hahahahah...que vive uma maratona por dia!
Isso porque ainda não são três a correr pela casa...
E mais que três a correr, ter dois da mesma idade é muito intenso! 
Mães que me leem, imaginem o filho de vocês junto com um amigo da sala com quem ele tem muita sintonia,  24 por dia: as mesmas vontades, na mesma hora, do mesmo jeito e quando NÃO, uma disputa acirrada da mesma fase...
Já passo isso com bebês de 5 meses! Logo, serão outros acontecimentos da mesma fase, que o Luca e a Maitê vão passar (lembro de muitas situações tumultuadas que vivi com meu irmão gêmeo).
Mas é isso!
A minha vida aos 30 anos, cheia de VIDA, energia, barulho e correria!
Nem acredito nisso! Parece um sonho.
Não me acordem!

=)   

terça-feira, 27 de junho de 2017



Estou aqui,no meio do caos, no fundo, atrás, sem luz, com frio, na chuva, descalça, no silêncio, solidão, desilusão, fraqueza, medo, descuido, demora, delírio, dor, difícil.
Estou aqui, na lama, no lixo, no liquidificador virando mistura sem textura, sem cor, sem sabor, sem graça, sem sal, sem doce, sem vida...o nada!
Estou aqui, com pressa, comprimida, comprimido para cura, sem cura, sem jeito, com jeito de fim.
Foi o fim.
Eu e você, ali, já não somos mais.
Abraço sem braço, presença sem corpo, música sem som, poema sem palavra.
E eu só queria que fôssemos sempre duas em uma, para não me tornar, de repente, nenhuma em lugar nenhum...

(Sobre a perda da minha parceira de equipe)  

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Irmã mais velha de gêmeos!





Minha pequena gigante!
Enquanto alguns amigos seus, ganhavam um irmão, você ganhava dois!
E junto com esse ganho dobrado, vieram também uma responsabilidade e uma maturidade dobrada!
Sem dúvidas, quatro anos são apenas físicos- embora seu tamanho seja de uns 6- mas sua cabecinha cresceu além. Foi preciso fazer uns dez anos, pra conseguir se adaptar ao maior ganho de sua vida: dois irmãos de uma só vez!
A questão de "dividir" atenção, que toda criança enfrenta, quando chega um novo irmãozinho, é para você, uma lição cuspida e escarrada da vida. Você precisa dividir duas vezes mais, entender duas vezes mais, esperar sua vez, duas vezes mais!
Quantas e quantas vezes, em apenas três meses, você já precisou esperar por mais de duas horas para ser atendida, pois quando a mamãe terminou de atender um de seus irmãos, comecei a atender o outro, e sempre te olhando e dizendo: Filha, você espera mais um pouco? E mais um pouco, e de novo, e mais...e mais..."
Nessas horas, a mamãe sente muita culpa, aquela culpa normal de toda mãe. Mas que também pra mim, é em dobro! Termino de ninar um bebê, já me culpando antecipadamente por ter que atender o outro em seguida, ao invés de atender você.
Aquela "problemática" de mãe de dois, que ajuda o filho mais velho nas tarefas de escola, de casa, nas brincadeiras, no banho, enquanto segura o caçula chorando ou mamando ou gritando ou com fome ou com tudo isso junto, rs...a mamãe aqui tem em dobro e você, "aguenta" duas vezes mais que muita criança! 
Você aprendeu o valor e a importância da espera paciente, aprendeu a pegar bebê no colo melhor que muita mulher criada, e até os dois de uma vez, algo que muita gente grande não consegue fazer, aprendeu a abdicar-se de mim pra "me dar" para seus irmãos...
Aprendeu a segurar a vontade de pedir colo, quando a mamãe já está carregando um e empurrando outro no carrinho. Você vê que não te sobra opção...é preciso seguir em frente, sem reclamar!
Aprendeu a enfrentar suas dores - como quando você tomou a vacina mais dolorosa da sua vidinha e precisou andar com a perna super doída, porque a mamãe já estava com seus dois irmãos no colo, chorando pela vacina que também tiveram que tomar.
Um dia , quando você for mãe, irá entender como sofri neste dia, por não poder te pegar nem um minutinho e ter que dizer: "Aguente firme e caminhe até o carro, porque não tenho como te carregar". Sei que irá entender, pois pra sempre você irá se lembrar. Mas saberá exatamente como me senti, pois será uma mãe MARAVILHOSA! Você já está sendo treinada para administrar muitos filhos!
Sua vidinha é acordar mais cedo do que você queria, porque você tem dois  irmãos bebês a chorar, barulho em dobro pra você escutar...
Lembro que já no fim da gravidez, num dia chuvoso, te busquei na escola e não pude te carregar.
Você teve que ir andando, tomando chuva, pois a mamãe já estava de repouso, tomando muito cuidado pra não antecipar o parto...lembro que fui chorando em silêncio de um lado e você do outro, cada uma enfrentando um tipo de dor: eu com a dor da culpa, você com a dor da aceitação daquela situação.
Depois, quando a mamãe precisou ficar internada uns dias e você precisou vencer a saudade (eu confesso que não venci e só chorei), mais tarde, quando seus irmãos nasceram e a Mai precisou ficar no hospital, foi hora de você amadurecer novamente mais uns bons anos!
Ter que entender o que estava acontecendo, o que era incubadora, internação, hospital, prematuridade...precisar aceitar me ver saindo de casa nove da noite pra ir visitar sua irmã. E numa dessas visitas cansativas, te ouvir dizer: "Mamãe, pede pra Maitê vir pra casa logo pra você ficar com a gente só aqui."
Muitas situações que te fizeram crescer, filha! Crescer duas vezes mais do que já cresce uma criança que ganha um irmão.
Para você, as coisas são maiores e mais intensas.
E o maior orgulho da minha vida é ter você!
Fico imaginando, quando Deus te projetou pra me presentear com a sua vida, Ele já sabia da sua árdua missão! Fez você vir primeiro, sozinha e muito especial, para mais tarde, ganhar irmãos gêmeos e viver toda essa experiência duas vezes mais marcante, mais forte!
Te escolheu, entre tantas crianças (e meninas) para ser essa super irmã de gêmeos e essa super mini mãezinha de dois duma só vez!
Agradeço a Ele, meu Deus maravilhoso, que entre tantas bençãos que me enviaste, a mais espetacular sem dúvidas, foi dar você para mim!
A minha filha iluminada, minha primogênita escolhida e anunciada!
Obrigada por tudo, filha!
Te amo demais!

sexta-feira, 21 de abril de 2017



Fazer ou não os filhos dormirem?


Sim! Eu faço os meus filhos dormirem!
Muita gente enche a boca pra dizer que não faz seus filhos dormirem, que os acostuma desde bebês a dormirem "sozinhos". Algumas conhecidas até dizem, com o maior orgulho, que esteja ou não com sono, a criança vai pra cama, elas fecham a porta do quarto e elas ameaçam: "daqui 10 minutos quero entrar aqui e te ver sonhando..."
Claro que cada mãe segue seus "métodos" e intuições. Maternidade é um exercício muitíssimo pessoal, mas eu não consigo entender muito bem essa frieza em lidar com um assunto tão normal, que para muitas, é um temor, uma preocupação exasperada. Por que? Porque se gasta tempo "fazendo" a criança dormir?
Muitas dizem que é uma questão de auto-confiança, segurança, independência, que a criança precisa aprender a dormir sozinha desde bebê, se não fica "mal acostumada". E se ela tiver pesadelos ou vontade de fazer xixi na madrugada, a "culpa" é desse fazer dormir, que desencoraja o serzinho a ser seguro de si. Socorro!!
Isso pra mim, não cola! Papo furadis, hahaha...
As mães que assim pensam, que me perdoem, mas isso mais parece um medo da criança demorar a pegar no sono, depois de um dia todo de exaustão delas. Eis a falta de paciência que vivemos nos dias de hoje! A pressa torna as pessoas intolerantes, inclusive as mães na relação com seus filhos.
Uma criança com mais de 5 anos, é claro, dorme sozinha. Escova seus dentes, ora com seus pais, vai pra cama, vira pro lado e dorme. 
Mas sou do tipo de mãe que fica junto na hora do sono!
Sempre fiquei com a Liz fazendo carinho no seu cabelão, no seu rostinho, cantando a musiquinha que ela ama. Sempre deitei junto até ela adormecer.
Faço assim com o Luca e com a Maitê!
Tenho três filhos e "gasto" três vezes meu tempo, com o maior amor do mundo, fazendo-os dormir!
A Liz até hoje, sim!
A segurança de que  precisam, a auto-confiança vêm disso que ofereço a eles.
Esse amor que não se limita, esse estar junto num momento tão sublime, que é o momento do sono, deixa-os tranquilos, seguros (minha presença os assegura) e felizes.
E é a partir disso, que aos poucos, sem a menor pressa, saberão dormir "sozinhos", sem medo. Pois na fase de maior necessidade emocional, eles terão tido de mim, todo o apoio necessário para enfrentarem o escuro, o momento de se desligar, e os medos que a noite + a imaginação das crianças trazem.
Acho que também por causa disso, o sono dos meus três amores é sempre muito tranquilo!
=)


terça-feira, 18 de abril de 2017

I Feel It Coming...


Te dedico, Rozinha!


Tio Valentim querido, no final de mais uma consulta!
O melhor pediatra da vida! =) 
Consultinha das 8:00 às 10:30 para atender os três!

E eles estão tinindo saúde! Graças a Deus!
Lilica está com 19 quilos - 1.11m ( 4 anos e 3 meses)
Lucote 5 kg- 58 cm (2 meses e 22 dias)
Mai com 3.400 kg e 54 cm! (2m 22 dias)

Hoje foi mais um dia "daqueles".
Às 8:00 já estávamos todos firmes e felizes no médico. Para isso, vale lembrar que levantamos 6:30 (e os bebês NÃO tomaram banho) pra conseguirmos chegar 8:10, rs....
Se tivesse tido banho dos dois, teríamos levantado uns 40 minutos mais cedo.
O resto da manhã, quando voltamos pra casa, foi o tempo de dar esses banhos e eles dormirem de volta. A Liz foi pra mesa comigo almoçar.
Não foi à escola e por isso , conseguimos fazer pinturas em telas e organizar o quarto de brinquedos.
Fizemos isso em meio à mamadas, trocas e distração bebezínea, hahahaha...
Agora o Luca e a Maitê já não dormem mais o dia inteiro.
Estão naquela fase de buscar distrações e pequenas interações, mas que duram horas.
Ainda consegui fazer a minha tradicional sopinha que a Liz come rezando e por os três na cama bem cedo: 19:30.

Agora uma pausa para um banho, um temaki que o maridoco está trazendo  e finalizar a montagem do tapete do quarto de brinquedos, antes de dormir!

Amanhã temos um dia tão ou mais cheio como foi na segunda!!
Bora!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Uma segunda-feira, uma mãe e 3 filhos!

6:30: acorda o Luca.
6:45: acorda a Liz.
7:00: acorda a Maitê.
7:10: Luca e Liz alimentados.
7:25: Maitê alimentada
7:30: banho no Luca
7:45: banho na Maitê.
8:00: arruma mochila de escola, bolsa dos bebês, engole um café  e toma banho voando pra sair de casa.
8:40: banho na Liz! Põe a roupa de balé, faz a mochilinha pra ir nas aulas de dança, faz o coque, confere o Luca e a Maitê na cama, dormindo e bora pro balézinho e sapateado.
9:30: deixa no balé, corre pro supermercado. 
10:30: descarrega as compras em casa.
10:45: passa no shopping pra fazer uma compra acelerada.
11:10: busca no balé.
11:20: o pneu rasga, troca o pneu...
12:00 chuveirada na Liz, mamá pro Luca e pra Maitê.
12:30: almoço ta na mesa.
13:00: arruma lancheira, penteia o cabelo, põe uniforme.
13:20: leva Lilica na escola.
13:45: chega em casa, mamá para os bebês, troca fraldas, troca roupinhas.
15:00: dentista.
16:20: volta pra casa, organiza sopa e bolo pra quando a Liz e o papai voltarem da escola/ trabalho.
17:00: mamás, fraldas e afins.
18:00: busca a Liz na escola.
18:30: Liz no banho.
19:00 Luca no banho.
19:20: Maitê no banho

19:30: Liz terminando de jantar e assistindo um filminho enquanto seco seu cabelo.
20:45: bebês mamados
21:00: bebês dormindo
21:10: Liz dormindo
21:30: lava mamadeiras, chupetas, louça, organiza roupas sujas, banheiro das crianças, limpa lancheira.


22:00 banho e uma xícara de chá!
Assim acaba essa segunda-feira.
Zzzzzzzz

Mais um dia de muita ação, barulho e correria!!
Minha vida de mãe de três!



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Casa cheia, rotina intensa!
Os bebês fazem 3 meses no próximo dia 25 e tudo vai tomando forma de família. Da nossa família!
São 24 horas de demanda e prontidão, conciliadas entre três serzinhos queridos e peculiares. A minha Lica, minha vidinha, que aos 4 anos, faz tarefas de casa, quer brincar toda hora, faz balé, sapateado, judô, quer ler, aprender a escrever, receber massagem no corpinho, ter minha presença no seu banho cheio de autonomia - ela toma banho sozinha com vistoria,rs...quer almoçar com todos na mesa- o que se torna missão difícil  para conseguirmos estar todos livres, sem bebê chamando...necessidades e atividades de uma menina de 4, com tamanho de 6!!!
O Luca, meu príncipe, agora melhorou das cólicas, é dorminhoco, sereno, não chora pra nada, é sorridente e tranquilo. Mama por três bebês ao mesmo tempo, hahaha...bebê de 2 meses com tamanho de 4!
A Maitê , minha princesinha, tem sofrido muito com as cólicas, chora muito de desconforto, ama colo, quase não dorme de dia, é espoleta e muito agitadinha!! Minha pequena de 2 meses com tamanho de recém nascida, kkkkkk...
Meus três filhos, bem diferentes entre si. Mas que seguem as mesmas rotinas de horário pra dormir, pra tomar banho, pra relaxar....Já consegui fazer a rotina de dormirem os 3 na mesma hora! Agora ajustei e tem dado super certo!
E assim, tudo vai caminhando na minha árdua e deliciosa tarefa de ser mãe de três, mãe de gêmeos!  "Máxi estrutura" em casa! E na rua, máxima atenção. Onde vamos, paramos o lugar. Hahahahahaha....é muita tralha, muita criança, muitos desafios que despertam curiosidade nas pessoas.
O dia parece ter 48 horas de trabalho e 2 horas de aceleração! Tudo rápido, intenso, de monte, de tantada!!!
Tantada de amor também!!!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Que alegria poder voltar aqui 50 dias após o parto dos meus gêmeos, para registrar momentos de intensa felicidade, correria e descobertas novas!
Quase dois meses já!
E vivemos tanta coisa desde que nasceram, que a impressão que tenho, é de que são uns seis meses já vividos!
A Maitezinha ficou 15 dias internada para o ganho de peso. O Luca veio comigo pra casa no dia da minha alta. 
Fiquei postergando essa alta, pois não queria deixar a Maitê no hospital. Não gosto de falar, nem lembrar do lado triste das coisas. Procuro sempre focar no que foi bom, mas não posso negar que esses 15 dias foram a melhor lição da minha vida! Lição de vida mesmo.
Conheci um lado da maternidade que raramente se escuta falar, raramente se vê. Convivi com mães de UTI e presenciei histórias tristíssimas. Entendi, com isso tudo, que ser mãe guerreira está além de ter um parto idealizado (como eu queria ter na segunda gestação, se fosse um bebê só), vi que a força de uma mãe está no que vem depois do parto.
Ir pra maternidade, ter o bebê, receber alta com ele, é tudo maravilhoso e vivi essa realidade com a Liz!
Mas foi importante viver outra experiência. Fui para o hospital, tive meus bebês e já na primeira noite, não dormi com nenhum. Uma das piores noites da minha vida.
Na segunda, recebi o Luca! =)
Na terceira, soube que a Maitê ficaria pelo menos uma semana na unidade prematuro do hospital...
E assim, foram mais 14 noites de incompletude, choro, sofrimento, saudade....cansaço emocional. 
Ficamos entre visitas à Maitê (três visitas por dia na maternidade), cuidados com o Luca em casa e atenção pra Liz, que precisou amadurecer uns bons anos durante esses dias.
Aos 4 anos, ela precisou compreender a ausência da irmãzinha, a minha ausência como mãe que precisei mergulhar no mundo do hospital - fora os cinco dias que fiquei lá com o Luca tentando trazer a Maitê conosco. Chegou uma hora que não dava mais para ficarmos lá, correndo riscos de doenças e distantes da Liz.
A cada visita na maternidade, uma dor, uma história, uma situação de insucesso da Maitê (não mamou, não aceitou, vomitou, chorou, etc...), a minha agonia como mãe, meu desespero....
E a minha intuição que ia contra tudo aquilo que diziam os médicos ( assunto para um próximo post)
Mas tudo passou! Viramos essa página, fizemos amigos - outros pais de UTI e unidade prema, pais de gêmeos também. e hoje estamos com a nossa família completa! Nós cinco!


A rotina não é nada fácil!
Vou precisar de alguns outros posts para contar tudo aqui.
Ser mãe de gêmeos.
Ser irmão de irmãos gêmeos - Liz
Ser pai de gêmeos - Luiz...
É bastante coisa para contar.

De um modo breve, para encerrar o dia de hoje - que começou às 5 da manhã e não teve pausas, rs...
Funciona assim.
Gêmeos são sintonizados, fato!
Portanto, fazem quase tudo juntos enquanto são bebês.
Mamam, choram, tomam banho, acordam juntos.
Quando não acontece assim, existe uma ansiedade muito grande da parte deles, as coisas ficam mais complicadas, embora gêmeos e tranquilidadee são palavras que não combinam, haha.
Juntos ou não, o mundo gemelar exige disponibilidade de 100% da mãe.
Quando termino de amamentar um, começo o outro. Quando termino o banho de um, inicio o outro...
Quando faço um dormir, o outro acorda...e assim vai acontecendo até que ambos cheguem num só ponto: objetivo de que ambos durmam bem alimentados e limpinhos. Para isso acontecer, gasto um tempo gigante.
São 3, 4 horas tentando estabelecer uma pausa. Porque a Maitê mama em 40 minutos, o que o Luca mama em 3 minutos! Então procuro fazê-lo esperar para dormir junto com ela...nem sempre dá certo.
Quando ela dorme (se ele já dormiu antes), logo ele acorda! 
Realmente é um trabalho que não tem fim!
Ficamos o dia inteiro na função, tentando achar tempo pra Liz.
Ter dois filhos traz suas dificuldades, torna a vida dos pais mais puxada, com certeza.
Mas ter três, e ainda mais dois ao mesmo tempo, é completamente diferente do que os pais de dois filhos estão acostumados a viver. Principalmente gêmeos e mais um. É uma dinâmica  muito trabalhosa pra dar conta! 
Eu tive 14 dias sendo mãe de dois em casa. Quando a Mai ainda estava no hospital, eram Liz e Luca.
E quando ele dormia e eu não precisava ainda estar na maternidade, meu tempo era pra Liz! E ele demorava a acordar. De madrugada, acordava uma ou duas vezes no máximo para mamar.
Sair com os dois era tranquilo. Colo para um, mãos para outro.
Banho da Liz era muito legal. Luca mamando e eu no banheiro com a Liz... 
Uma outra lição para mim, que Deus quis mostrar também foi essa, de que eu daria conta sim de ser mãe de três, de gêmeos! Por isso, Ele primeiro me mostrou como seria ter dois filhos de idades diferentes. Me deu esses 15 dias para eu ver e achar tudo muito tranquilo, sem os exageros como muitas mães têm, de reclamar da vida de mãe de dois. Vida esta,que eu reconheço que não seja fácil, não é moleza...claro! Não estou dizendo que é fichinha e que as mães de dois filhos não têm trabalho. Imagina!!
 Mas para mim, Renata, já estava predestinado ter meus três corpinhos, por isso, vi muita facilidade em ter dois. Assim como a mãe de dois vê muita facilidade em ter um!
Deus prepara cada mãe para o número de filhos que Ele mandar. É mágico!

Pois bem. Quando a Maitê chegou, pude comprovar tudo isso.
Vi que realmente Deus me deu uma missão árdua, pois não é  nada fácil ter gêmeos e mais uma. Mas eu dou conta! Ele me ensina a cada dia como devo fazer. Ele ensina todas as mães!! =) 
Quando o bebê da casa dorme, o filho mais velho tem atenção.
Quando o bebê gêmeo da casa dorme, o outro acorda e o mais velho vai aprendendo a ficar sozinho, tadinho!
A Liz é uma criança escolhida por Deus também, para ser irmã de gêmeos!
Aliás, hoje mais do que nunca, acredito nisso.
Como todas as pessoas me falam, em todos os lugares que vamos, somos muito abençoados!
Aonde quer que a gente vá (nós 5), chamamos atenção. Gêmeos param o shopping, hahahaha...
Minha mãe sempre disse isso, e é verdade! As pessoas se encantam, querem ver se parecem, perguntam se são uni, bivitelinos, se foi tratamento, de quantas semanas nasceram, hahaha...
Realmente, somos mesmos uma família abençoada!
Deus quando escolhe uma família, para receber bebês múltiplos,capacita cada um para assumir seu papel com grandeza, disposição e muita fortaleza.
Aprendemos a não dormir mais, a sermos dispostos o tempo inteiro e dividir nossa atenção em mil pedacinhos para marido, amigas, outros filhos, vida social...
Não tem pausa! Mas uma família que têm gêmeos, tem alegria, motivação e momentos perfeitos em dobro. Barulho também!
E a estrutura então...(em outro post falo disso).

Continuo numa próxima "minúscula" pausa que  tiver, depois que os três dormirem e eu não for dormir junto, rs...
É quase sempre assim. Eles dormem, eu durmo em seguida até que um deles acorde pouco tempo depois, rs!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Chegamos a 37!! Agora, fim!



Dia de muita felicidade!
Hoje é meu último dia com 36 semanas e foi bem hoje, que marcamos a data do parto!
Os gêmeos chegam na quarta-feira, 25/01, de manhã!! 
Estaremos de 37 e 1 dia! =)
Foi sem dúvidas, a maior superação da minha vida! A maior força que pude sentir, o máximo do limite do meu corpo! Sou muito agraciada e agradecida por isso, pois eu queria sentir, queria viver a potência de uma gravidez de gêmeos! Saber a sensação da força sobrehumana de carregar dois, com 9 meses! 
É muito pesado! Muito!
Eu me lembro do peso que senti com 39 semanas e 5 dias (quando a Liz nasceu) e hoje sei que eu não tinha tanto peso assim. Que era algo muito suportável, tranquilo e quem sabe, poderia ter insistido um pouco mais (poderia ter ido até 42, de parto normal).
Hoje, é claro seria impossível!
Cheguei no limite máximo que uma gravidez gemelar pode chegar, pois passando disso, o risco de fissuras, rupturas e até perda de útero é enorme.
E como meus amores estão sentados e bem altinhos, nada de PN de novo.
Mas o que é a via de um parto, diante de um amor duplicado?
O milagre da vida me aconteceu, que foi poder gestar dois! Dois juntos, ao mesmo tempo!
Eu não poderia querer mais nada!
Sou uma mãe mais que realizada! Sou completamente totalizada do amor maternal!  
A alegria de carregar uma (Liz)
E a superação de carregar dois  ( Luca e Maitê)
Sei a sensação linda de ambos com todo o meu coração!
Um exigiu mais força, mas em ambos existiu paixão imensa em gerar!
Gerar é uma graça!
Ter barriga gestacional é uma dádiva!
E já me despeço triste, da minha última enorme barriga!

Hoje foi aquele dia movimentado! De avisar amigos, familiares, de receber milhões de mensagens ansiosas das pessoas perguntando horário do parto, da visita, as declarações emocionadas...a vontade de ver o rostinho desses geminhos!

Muita emoção num só dia!
Imagine só, depois de amanhã, no dia D!
Como será ver duas vidas saindo de dentro de você, numa diferença mínima de um minuto?

Ai meu Deus!! 

anapaulapugacoach.wordpress.com



A mãe do meu terceiro filho já não é a mesma do primeiro.
Menos ansiosa, menos precipitada. Menos afoita. Menos consumista.  
Confia que tudo no final dá certo. Sabe que a febre passa.
Que a cólica vem. Que existe pomada certa. Que vacina não é garantia.
Sabe que o filho não é o centro do universo. 
Ignora os palpites sem fundamentos.  Acata os relevantes.  Sabe a diferença entre ambos.
Já manja de adaptação na escola. Já elabora mordida do amiguinho. 
Já não surta com recuperação.
A mãe do meu terceiro filho já não é a mesma do segundo. 
Sabia que comparações não levam a nada, agora tem certeza. 
Sabe que rola ciúmes mas sabe que passa. E que depois vem, e passa… até que eles já estejam adultos e com seus próprios filhos. 
Sabe que serem filhos da mesma mãe e do mesmo pai não é garantia que serão parecidos física ou emocionalmente. 
Que para uma ação de disciplina dar certo precisa respeitar essas diferenças.  
Sabe que alguns valores como: altruísmo, tolerância e companheirismo já estão aprendidos e que agora já não é só você quem ensinará! 
Não pira com tombos, cortes, assaduras ou empurrões.  
Com um que irrita e o outro que chora por conta de provocações.
Dá banho, almoço, remédio, leva pra escola, busca, dá banho, dá o jantar, faz tarefa da escola, atende o telefone que toca, tenta escutar o que a pessoa fala enquanto a Peppa faz birra, o filho grita e o outro chora, a porta abre, o marido entra, te pega surtando. 
E já surta sem culpa porque sabe que é o fim de mais um dia.  
Que termina com eles dormindo, com a mãe levantando e cobrindo, com beijo e carinho.A mãe do meu terceiro filho não faz tudo isso sozinha.
Aprendeu a pedir e receber ajuda.
Sabe que ninguém faz igual a ela mas já não palpita, muito menos julga.
A mãe do meu terceiro filho jogou fora a capa e a fantasia de Super Mãe! 
Usa seu novo escudo, o escudo da Fé. Usa menos a boca, usa sim seus joelhos. Então ora. 
E, então, orando descansa.
Ana Paula Puga.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

4 anos!!!





Ontem comemoramos os 4 anos da Liz antecipadamente. Três dias antes da data!
Me lembro que era outubro e fui marcar a  festinha, pensando "Não sei se os bebês já terão nascido, mas não tenho opção, seja o que Deus quiser". Janeiro é uma data bem difícil. No início muita gente viaja, no final, voltam às aulas. Precisei do meio termo!
E desejei tanto, mas tanto estar presente nesse dia, que toda a força do meu pensamento fez acontecer!
Com 29 semanas, tive o primeiro susto, dos meus bebês quererem nascer. Naquela vez, fiquei com medo. Confesso. Foram muitos remédios e cuidados até aqui, pra conseguir adiar o máximo possível o nascimento.
Mas mesmo quando tive medo, eu tinha certeza que chegaria às 36 semanas. Algo no meu coração me garantia isso. 
E mais uma vez, foi como pedi a Deus! 

Consegui estar no aniversário da minha primogênita,  consegui reverter a ameaça de parto prematuro, consegui passar das 36 semanas e esperar fazer 37, para o Luca e a Maitê nascerem.
É mais que um sonho, é uma graça alcançada!
Ontem estava eu lá: cansada, dolorida, tomando inibidor de contração, inchada, sem ar, sem muita estutura física, mas feliz, feliz e feliz!! Tão feliz que não posso explicar!
Coração explodia de alegria pela Liz e pelos meus gêmeos tão fortes, que aguentaram até aqui também.
Estão apertados, um encostando no outro, sem conseguir esticar braços e pernas, curvados.
E mesmo assim, esperam pacientemente, o tempo certo de virem ao mundo, prontinhos!
É felicidade demais para uma mãe só!
=)
Felicidade em dose tripla! 


Tentando pôr o blog em dia.
Postagem que estava no rascunho há 4 semanas (aí embaixo) sobre o gouter!

Gouter: funciona ou não?




Relendo o livro “Crianças francesas não fazem manha”, me lembrei que há algum tempo queria conversar com outras mães sobre o “gouter”, citado no livro.
Gouter (pronuncia-se “gutê”) é o lanche da tarde na França. Não posso afirmar se ele é seguido à risca em todo o território francês, mas é uma característica  presente em Paris, com certeza.
No livro, a autora, com raízes latino-americanas, questiona bastante essa questão das crianças parisienses serem tão regradas até nesse aspecto da alimentação com hora marcada.
Independentemente da hora em que almoçaram, as crianças de Paris esperam pelo “gouter”, que geralmente é às 17:00, para se alimentarem novamente. Não existem os “petiscos” de hora em hora ou na hora que “quiserem” .
É uma característica marcante na França, das famílias se reunirem para fazer bolo. Acaba tornando-se uma espécie de ritual. O propósito é juntar todos em casa, fazendo algo gostoso, docinho, reconfortante e convidativo para as visitas. Não são todos os dias, claro. Mas costuma-se fazer bolo em família ao menos uma vez por semana, entre os franceses.
Aqui, o ritual é o mesmo. Fazer bolo e principalmente cupcakes (preferido da Liz), tem esse intuito de reunir e agradar nossos corações com algo doce e feliz. Quando decidimos ir juntas para a cozinha, com o objetivo dessa “tarefa”, é uma alegria inexplicável. Ouvimos música, conversamos, damos gargalhadas, provamos todos os ingredientes, tiramos fotos e todas as coisas boas que uma reunião familiar promove. Ainda ontem, fizemos isso! Foi dia de cupcake rosa! =) (Depois falo do kit cupcake para crianças e passo nossa receitinha preferida).
Mas em se tratando do “gouter” com hora marcada,eu  particularmente não acho que funciona aqui. Precisamente na minha família. Depois do almoço,que sai meio dia e quinze  na minha casa (esse ano passará a ser mais cedo por mudança de hora na escola), a Liz toma lanche na escola às 15:00 e come fruta coletiva com os amigos às 17:30. É quase que um oposto ao costume francês: duas refeições após o almoço e antes do jantar. Esses horários não são exatos e sim aproximados de como acontece no nosso dia-a-dia aqui
Inclusive, no jantar, a Lilica tem um bom apetite!
Na minha opinião, acho que vale o lanchinho na hora que sentir fome! E não na hora apenas marcada. Para isso, existem condições que damos aos filhos:
Almoçar bem e de tudo!
Comer fruta de sobremesa
Lanchar coisas leves e saudáveis.
Pronto!! Não tem porque complicar e ficar preso a tanta regra!
Mas é claro, que na maternidade, cada mãe segue seu instinto na intenção de educar e acertar! Respeito quem acha que o lanche depois do almoço precisa de hora e lanche já pré-determinados.
Aqui em casa, o funcionamento é assim: sem tantas regras, mas com condições saudáveis!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017



Apenas duas semanas para minhas várias despedidas:
 *despedida da big barriga;
*despedida de ser mãe de uma só;
* despedida de ser mãe só de menina;
*despedida da minha vida corrida com uma filha única...
Agora é minha vida ultra-corrida com meus três filhos!
Conforme toda essa mudança se aproxima, vai me dando um gelinho na barriga. Um gelinho bom, mas lógico...com um pouco de "Meu Deus, tá vindo com tudo".
Deve ser muito diferente passar de um para três de repente. Se passar de um, pra dois já muda tudo...imagine TRÊS!!! 
Logo irei poder relatar isso na pele, aqui nas minhas memórias!

Mas têm sido dias muito intensos aqui em casa.
Tenho curtido minha Liz ao máximo do máximo. E ela a mim. 
Hoje foi um super dia de filha única!
Ficamos em casa brincando, assistindo filmes, fizemos cupcakes, tomamos banho de uma hora e no fim do dia, ela foi jantar fora só com o papai!
Ela está vivendo com toda sua força, seus últimos dias de ser só ela.
Como vai dar saudade dessa fase.
A que está por vir vai transbordar os nossos corações de alegria!
Mas é claro, que o primogênito, que viveu anos sendo sozinho, deixa marcas profundas de saudade no papai e na mamãe de quando era só ele! =)
Principalmente para nós - eu e o Luiz- que vamos ter três crianças, é sempre mais difícil ficarmos só com um. Quando se tem dois, essa é uma possibilidade recorrente. Um vai com o pai, outro com a mãe e vice versa, pois esses momentos a sós também precisam acontecer, depois que vêm os irmãos. Cada um precisa da sua individualidade enquanto filho.
Mães de gêmeos e os próprios gêmeos (eu) sabem bem disso. Costumam nos tratar como um só (nós gêmeos) e não somos assim.
Do mesmo jeito, funciona com irmãos de diferentes idades.
Cada um, de vez em quando, precisa de um momento sozinho. E sabemos que com mais de dois filhos, será sempre mais difícil conciliar desse jeito. Dois sempre estarão juntos, para que o outro fique um pouquinho de filho único.
 Então eu aproveito muito, muito, muuuuuito minha Liz nesses dias finais de filha única!