segunda-feira, 3 de agosto de 2015





Estou ensaiando essa postagem há muito tempo. Sempre pensando em falar sobre esse assunto por aqui, mas sempre sem muito tempo, sem prioridade e oportunidade pra falar.
Sábado, a vontade de discorrer esse tópico falou mais alto, então resolvi finalmente vir fazer esse post.
Faz exatos oito meses que me desliguei do facebook. Oito meses e parece que faz oito anos! Virou uma realidade muito distante pra mim, que vocês- que têm facebook- nem imaginam quão distante se torna esse universo virtual das vidas alheias!
Eu me sinto totalmente a parte no mundo, completamente diferente da maioria que não só acessa, como não vive sem o facebook. Não consegue se desvincular dele por nada e tenta encontrar as razões mais concisas do planeta para mantê-lo: é profissional, é bom para falar com amigos que moram longe, é só para acompanhar a vida dos amigos da faculdade, é pelo facetime, é por isso, aquilo e aquilo outro! Hahahahaha, acho engraçado, porque eu também , talvez, tenha tido essas falas quando ainda tinha uma conta de facebook. Hoje percebo que são todas elas, "desculpas" bobas pra se manter ali, igual a maioria do mundo. E nem tão desculpas assim, considerando que as pessoas ADORAM o facebook. Só quem adora, se mantém nele!
E longe de mim criticar quem faça uso desse "exibidor de vidas" (hahaha). Quem usa qualquer tipo de "meio virtual" com sua devida moderação, ganha meu respeito!
Mas diante da minha experiência do lado contrário do mundo- dos que não possuem facebook- , eu nunca poderia deixar de expressar minha satisfação de ser uma minoria! E de viver na pele a vida real, tão longe, como eu falei ali em cima, da vida virtual.
Prova disso foi no sábado. As ligações e mensagens que recebi de aniversário, todas elas, sem exceção, foram as mais sinceras e lindas, porque nasceram de um desejo honesto e uma lembrança límpida, que não precisou recorrer a facebook para existir. As pessoas simplesmente sabiam e lembraram, de cabeça, que era o meu dia. Eu não precisei ler mensagens de "feliz aniversário", com fundo de obrigação porque o lembrete do face, avisou que eu fazia aniversário.
Gente, como isso é gratificante!! Sem dúvidas, recebi os mais verdadeiros votos de felicitações! Sou abençoada por isso.
E antes mesmo desse exemplo fatídico  de estar incorporada na vida real e não virtual, são outras situações, com as quais me espanto. 
Quando me desliguei do face, saí sem dar aviso e em cinco minutos desfiz a conta. Foi pá pum! hahahahahahaha....
Isso até hoje, faz com que algumas pessoas pensem que foram bloqueadas por mim, então não é raro eu escutar : "Oi! Você me bloqueou no face, não te vejo mais...", não escuto um " oi, tudo bem", mas sim essa preocupação de ter sido bloqueado lá, na rede social. O tete a tete mesmo, esse pouco importa. Se sorrio, se converso, se abraço, ainda assim, me perguntam, no meio de um abraço se eu o bloqueei. Risadíssimas!!!
A que ponto chega a "virtualidade" de um ser humano. Dando um abraço, sentindo o calor humano, ouvindo a voz, tendo uma relação humana e preocupado com a sua relação virtual com aquela pessoa. 
Quantas fotos, novidades, frases e exibições o mundo todo fica sabendo e eu não!
Que delícia!!!
Minhas amigas mesmo, entre elas, têm papos que provém do face e é muito satisfatório não saber nem do que se trata aquele assunto! Vou contra a corrente, totalmente!!
Acreditem em mim: é  fantástico ser minoria! E mais fantástico ainda estar a milhas e milhas distante do mundo virtual.
Também tenham total confiança- para os que de repente me leem, sentindo uma ponta de vontade de se desligarem dessa rede social- que por mais que vocês amem ou achem que amem fazer parte desse universo, ao se desligar, é automático ou gradual: vocês perdem o interesse! De tal maneira, que se alguém chega do seu lado falando de coisas vistas em facebook, você sai de perto porque tem preguiça de ouvir! kakakakakaka...é muito isso!
No meu caso, foi automático. Eu já estava descontente em ter um facebook. Por isso , para mim, foi uma espécie de alívio. De "me livrar de uma coisa chata", rs....
Mas para muitas pessoas, ainda pode ser uma ideia bem difícil de se pensar. A gente acha que ama e que precisa daquilo para ser feliz ou para sentir-se bem, para fazer parte do mundo, mas não funciona assim.
Quando a vida não possuía essas redes, todo mundo era feliz e fazia parte do mundo de um jeito muito mais humano e caloroso. 
Desvincular-se de um vício de modismo é como voltar a ser mais gente!
É preferir saber através do telefone, a dois,  a ler na rede social, a centenas.
É preferir lembrar de cabeça, do que lembrar de notificação.
É preferir não ver as fotos, para viver os momentos!
É preferir, enfim, estar junto, pele na pele do que "junto", tela na tela!


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