segunda-feira, 31 de agosto de 2015








A Liz estava pedindo para ir à fazenda já fazia uns dias.
Sábado, o Luiz chegou ainda de manhã de uma reunião e perguntou:
- Vamos para a fazenda"
Foi uma alegria só. Saímos em uma hora - até arrumar mini-malas e tomar banho.
E chegamos para o almoço. Aproveitamos a tarde inteeeeira em torno dos animaizinhos fofos, a Liz não parou um segundo. Era do curral para o galinheiro, para os bezerros, os carneiros,os cavalos, a horta, o pomar, a varanda, os cachorros, os pintinhos na incubadora, os franguinhos maiorizinhos, o colo da vovó, da bisa, do biso, pão de queijo quentinho e caseiro, pudim, sopa, leite no copo (faz alguns dias que a Liz deixou por livre e espontânea vontade, a mamadeira. Logo faço um post sobre isso)...
Terra, folhas, "cheiro de galinha", como dizia a Lilica, cheiro de curral, a lua cheia, o barulhinho noturno da fazenda, a imensidão do verde de uma natureza sem medidas!!!
Caminhão do leite, trator, gado pastando, passarinhos aos montes cantando, lagartinhos...
Represa, peixe, bambuzal, sombra, vento uivando nos bambus, cerca, mata-burro, jacaré, galinha avisando que botou, a Liz vivendo tudo isso a cada dois segundos, fortemente!!
Me faz lembrar a minha infância. A minha, dos meus irmãos e primos. Crescemos nesse meio. Era fazenda todos os finais de semana e durante quase os trinta dias das férias letivas.
Longas tardes em cima de um cavalo, trotando e correndo estradas afora.
Banho no chuveiro baiano (só quem é de roça sabe, rs...), abates, carrapatos no corpo inteiro, picnics no morro....
Tantas lembranças!!!
E para quem cresce com esse privilégio, chega na adolescência, já não se interessa tanto. O mundo urbano vai nos chamando a viver mais cá que lá.
A gente perde um pouco o gosto por estar no meio do mato. É natural para quem convive bastante.
Nada mais passa a ser novidade.
E só depois que a gente tem filho, é que voltamos a dar valor nas tardes infinitas que são as tardes em uma fazenda.
As crianças gostam verdadeiramente desse universo.
A Liz entra num estado de êxtase absoluto quando chega lá.
É tão forte que ela dorme a viagem inteira. E é parar o carro na porteira de entrada, os olhinhos dela se arregalam e ela pergunta com o peito explodindo de felicidade, se a gente chegou.
Quando falamos que sim, ela repete sem acreditar naquele sonho: "Chegamos, papai e mamãe".
Passei a encontrar novidades até nas coisas que não me eram mais novidades.
Passei a ver de novo, aquele mundo, com o olhar de antes.
Meus olhos voltaram à infância, graças à minha filha!!!
E eu te agradeço tanto, Liz!!!
Você é tão apaixonada pelo mato, pelos animais...não tem medo de chegar perto dos grandes, põe a mãozinha sem titubear na boca do cavalo, alimenta os animais pelas suas mãos, gosta e pede para tocar em todos!!!
Você diz que a vacas sorriem quando você sorri para elas, que as árvores dão tchau, que o céu manda beijo, que os bezerrinhos te chamam.
E eu acredito nisso cegamente, pois só eu e o papai sabemos como sua ligação com a natureza é especial!!!
Obrigada por me devolver a esse mundo, de onde eu nunca deveria ter saído!!

Um comentário:

Roberta V.L. disse...

Que post delícia! Sou apaixonada por tudo q vc descreveu. Amo o mato e tudo que envolve rs... Liz linda, nada mais gostoso na nossa alma como a alegria das crianças.