quarta-feira, 11 de setembro de 2013



Hoje, antes de sair de casa, passei pela TV que estava na Globo (raro, mas de mãnhezinha o Luiz assiste jornal) e peguei o programa da Fátima Bernardes no meio, ela ligou para a atriz Juliana Paes, que teve  bebê há poucos meses e aí comecei a me situar do assunto. Estavam falando de sono (se não for exatamente isso, sorry...vi rápido e logo tive que sair. Quem assistiu que me corrija!),  e aí a Juliana falava da sua falta de sono, não por opção, mas sim pela vida de mãe de bebê!
Deu para sentir na sua voz o desgaste, o cansaço, o desabafo embutido. O bebê dela mama a cada duas horas- inclusive na madrugada- e solicita uma demanda grande de leite. Ela dizia que o sono da mãe deve ter uma proteção divina a mais, pois como que uma mamãe pode estar bem fisica e mentalmente se não dorme?
Logo a Fátima falou um pouco da situação dela há alguns anos, de ser mãe de trigêmeos! Como era difícil amamentar os três, dar complemento, etc. Que várias madrugadas ela batia papo com a babá, assistia filme, pois perdeu a referência de hora de dormir, hahaha...
O fato é que vivi muito pouco disso. Lili logo passou a dormir a noite inteira sem pedir pra mamar e eu confesso que fiquei muito aliviada com esse processo natural, pois AMO e preciso dormir para ter um dia feliz e produtivo. Quando estava grávida e as pessoas me aconselhavam" dorme!!!", me dava um pouco de desespero em pensar como lidar com a privação de sono, como eu faria para ficar disposta em cuidar da Liz...
Ufa!! Foi tudo tão diferente do que as pessoas me disseram ou do que eu via de algumas mães, ainda bem!!
Mas quando estava vivenciando essa fase- nos primeiros dias de vida da minha boneca-, sim!!! Senti muito sono, fiquei acabada, exausta, estressada! Durante o dia era quase impossível dormir porque eu não sentia o mesmo sono da noite. Além disso, tinha todo outro trabalho pra fazer: a ordenha, receber visitas, cuidar da roupa da Lili que eu mesma fazia questão de lavar e passar, etc...
Chorei por não dormir! Só quem é mãe entende o por que desse choro. Estamos felizes em ser mães, mas ao mesmo tempo mal começamos e já ficamos exaustas ao máximo, chegamos no limite do cansaço, do estresse, da dor!
A Juliana Paes estava com a voz do choro, a voz do limite! A voz que eu tive no início e que a maioria das mães têm! Até hoje não conheci mãe disposta e radiante nos primeiros dias de vida do bebê. Seja o filho que for, exaustão pós- parto é pra todas, em todas as vezes!
Esse post talvez seja para minhas leitoras grávidas!  
Tem algo que ninguém conta a vocês, barrigudinhas! A gente espera voltar pra casa da maternidade pulando de alegria, vivendo uma felicidade inenarrável e NÃO É ASSIM!!!
Acreditem! É difícil explicar e difícil entender quando não se é mãe!
Só vai compreender exatamente o que eu digo quem parir e viver seus dias de baby blues!
E baby blues envolve tudo que causa desconforto!
Amamentar no começo dói, ficar sem dormir dói, ficar sem entender o choro do bebê dói, trocar fralda a cada hora dói, receber as primeiras visitas dói, se olhar no espelho dói, ficar dentro de casa dói, palpites alheios doem, dar de cara com uma nova vida que não é mais sua dói, abrir mão da vida de antes e assumir responsabilidades maternais dói! Tudo dói nessa fase, mas é como amamentar!
No início dói! Os dias vão passando e a dor vai sumindo e o leite aumentando!
Seria como comparar que o desespero que fica doendo dentro da gente ,por tanta insegurança do começo, vai dando espaço aos poucos para a completude que é tornar-se mãe!
De repente a dor vai virando  uma alegria imensurável e você passa a amar cada noite mal dormida, cada mamada, cada troca, cada banho, cada nova descoberta e olha seu filho como um pedacinho de Deus na terra!!! Não entende como foi feliz antes dele existir! 
O amor que nasce é realmente incondicional, nada igual!!!
E por trás daquela voz cansada da Juliana, fui pensando nisso tudo!
Tenho certeza que quem é mãe e assistiu também ao programa, pensou, refletiu, se identificou!
E de repente estava eu desmanchada em lágrimas! Uma emoção de ter passado por tudo isso (pouco, mas passei e todas passam) , ter experimentado de tudo, ter me desesperado no começo e ter visto dentro desse mesmo desespero o meu maior amor....
Hoje eu não seria mais quem sou sem a minha filha!
Ela é meu tudo por toda a minha vida!
O amor que sinto pela Liz chega a me matar e me ressuscitar ao mesmo tempo! É muito louco de entender, eu sei...mas amor de mãe não se entende! Se vive!!

A todas as recém mamães, e às grávidas...
Força que o melhor e o maior amor do mundo está por vir!!!

Um comentário:

Anônimo disse...

Amigaaaa, amanhã faço 19 semanas.. estou chorosa, sentimental, ansiosa pela próxima ultra.. qro tanto ver meu bebê!! Sinto saudades dele (a), acredita? Queria fazer uma ultra por sia, só para sair de lá com aquela paz que só as batidas do coração do meu amorzinho(a) me proporciona.. é como se tivesse uma filha(o) grandinha(o) que estivesse morando fora, eu teria que ligar todo diaa!! Não vejo a hora da minha sementinha mexer, será uma ligação maravilhosa entre nós.. todo dia terei um "oizinho mamãe" através dos chutinhos que você descreveu como sendo "emocionante".. Qroooo tudo, quero cada sentimento de mamãe, cada descoberta e que Deus me dê força e entendimento nos primeiros dias.. Qqr coisa te ligo p. pedir ajudaaaaa!! Bjosssssssssssssss
AMOOO vc =)