segunda-feira, 24 de junho de 2013


Por mais que eu fuja do pensamento do Marcos, o jovem morto covardemente na Manifestação aqui em Ribeirão, não tem jeito...passo em frente às flores deixadas a ele, no canteiro do Pão de Açúcar todos os dias! É pertíssimo de casa, caminho do meu trabalho e caminho para quase todos os lugares que eu vou. A reação é imediata. Passo por lá e choro!
Tanto pelo fato em si, claro, como por pensar na família desse menino!
Fico tentando imaginar o sentimento que consome a mãe neste momento e não consigo calcular a dor...
Logo penso na minha filha, nas vezes em que eu a amamento e ela me olha no fundo dos olhos, nos momentos de gargalhadinhas dela, das trocas de fraldas, de afetos, de descobertas, no sorrisinho, no olhar, em cada pedacinho do corpinho branquinho, em cada reação dela que eu já conheço do avesso...penso em tudo o que já vivi nesses cinco meses e imagino que essa mãe, pensa nisso tudo também! Pensa no filho desde o início, nesses momentos mágicos e inesquecíveis, no decorrer dos anos, da vida dando passos e de repente, tudo acaba assim, tragicamente! É uma maneira de morrer estando viva! É nisso que eu acredito quando um mãe perde um filho, que fisicamente ela continua de pé, coração bate, a pele ainda sente...
Mas o coração...
Esse se vai junto com o filho que morre...
=( 

Um comentário:

Juliana Marchioro disse...

E ele ainda era filho único, imagine como essa famíla se sente destruída?! Só Deus para trazer páz aos corações desses pais.