quarta-feira, 7 de março de 2012




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Hoje foi o primeiro dia de Formação Humana Integral com os professores.
Somos muitos grupos formados por poucos  professores em cada um, e fazemos uma espécie de "terapia" em grupo com a Irmã Sueli, a psicóloga do colégio.
Como o próprio nome diz, nos reunimos para nos formarmos enquanto pessoas, enquanto educadores  de um colégio que prima pela humanização de todos: alunos em primeiro lugar, professores, funcionários e os pais.
Cheguei morrendo de medo, pois como eu mesma mencionei no grupo, o desconhecido gera esse medo, a expectativa de não saber o que está por vir. Fiquei pensando nisso o dia todo, enquanto dava aula. Até que deram 18h e fomos rumo ao grande encontro!!=)  
Havia ali professores que estão na instituição há quase vinte anos. E para mim, que estou entrando agora, vejo uma série de desafios a serem superados.
Como sempre digo a todo mundo (e friso aqui nos meus escritos), é um sonho realizado estar trabalhando no ISU. Era objetivo de vida, de carreira e eu consegui. Lapidar esse sonho que é o grande desafio. Por isso eu sei que a formação, as jornadas aos sábados e domingos (isso mesmo!!), os encontros, os momentos voltados ao humano da proposta pedagógica...tudo isso mudará a professora que sou hoje, a pessoa que sou como amiga, esposa, filha, irmã, futuramente mãe, futuramente tia, etc...
Como disse a Irmã Sueli, estamos vendo no conflito da nossa profissão, o que de fato é ser mãe. E as mães presentes concordaram. O conflito de ter que fazer o papel de educadora e não de mãe, mas que descuidadosamente e, no sentimento puro de amor que temos pelos alunos, acabamos sendo maternais até demais...passamos noites em claro pensando no "problema" do aluno, procuramos ajuda psicológica à criança mesmo quando os próprios pais não procuram, choramos quando eles mudam de classe, quando perdem a inocência porque estão crescendo, queremos fazer curativo quando eles machucam (e não deixá-los ir na enfermaria), cuidamos da alimentação deles (mandamos recados na agenda pedindo aos pais FRUTA e não bolacha...), tantas coisas que fazemos pelo lado maternal que a educadora naturalmente acaba adquirindo e que não é papel da educadora em si, mas da mãe.
Nossa missão de educar é uma responsabilidade tremenda, que não envolve apenas nossos alunos, mas os pais deles. Eles veem em nós, auxílio, apoio, esperam de nós uma educação humana e embasada.
É ali, nos nossos grupos quinzenais que vivenciaremos todas as nossas experiências vividas em sala de aula,  nossos desejos, todas as angústias, dificuldades, metas, realizações, conquistas, barreiras e tantas surpresas que um dia-a-dia escolar nos traz a cada minuto! Todo dia, uma nova surpresa.
Mas como propôs nossa terapeuta: como não se surpreender tanto com as surpresas? Administrá-las com mais desenvoltura , naturalidade, consciência e humanismo.
Posso dizer que começamos com tudo nossos encontros!!
E hoje foi simplesmente inexplicável!!
;)

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